sexta-feira, 21 de maio de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Vivo dentro de uma gaiola de porta aberta. Como um periquito com medo de por a mesa ou um gato com medo de fazer o jantar. Para além dessa gaiola não há nada ou nada que é tudo. Há uma rua como a da tabacaria. Há ruas... e um ar que circula, circula pela girândola gravitacional dos planetas ou pela rápida movimentação das vidas tão atarefadas das pessoas. E o periquito fica lá dentro a respirar esse ar de vida ou a viver essa vida de ar. A respirar o medo da vida!
quarta-feira, 31 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Acorda Menina Linda
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda ver que lindo presente
A aurora trouxe para te prendar
Uma coroa de brilhantes para iluminar
O teu cabelo revolto como o mar
Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Porque terras de sonho andaste
Que Mundo te recebeu
Que monstro te meteu medo
Que anjo te protegeu
Quem foi o menino que o teu coração prendeu ?
Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda a ver o gato vadio
À caça do pássaro cantor
Vem respirar o perfume
Das amendoeiras em flor
Salta da cama
Anda viver, meu amor
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Composição: Jorge Palma
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda ver que lindo presente
A aurora trouxe para te prendar
Uma coroa de brilhantes para iluminar
O teu cabelo revolto como o mar
Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Porque terras de sonho andaste
Que Mundo te recebeu
Que monstro te meteu medo
Que anjo te protegeu
Quem foi o menino que o teu coração prendeu ?
Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda a ver o gato vadio
À caça do pássaro cantor
Vem respirar o perfume
Das amendoeiras em flor
Salta da cama
Anda viver, meu amor
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Composição: Jorge Palma
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
sábado, 26 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Insólito
"Pah, estava a ver que não iam abrir..."
disse ele ao desconhecido que lhe abriu a porta
quando ele a meio da noite saiu
para ir dar uma volta só de cuecas...
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
aí vou
Cá estou de novo em ponto de partida, aqui vou... para outra paragem com algo semelhante...
Viagem sem bilhete só com direito a ir. Uma nova terra onde afundar os pés. Afundar raízes à procura de sustento.
Vou, sabendo que volto amanha... nunca vou deixar de voltar à casa de partida. Um eterno retorno à casa de partida.
Mas não faz mal, eu até gosto assim... uma nova sequência igual a todas as outras.
Mas vou... Já estou a ir...
Viagem sem bilhete só com direito a ir. Uma nova terra onde afundar os pés. Afundar raízes à procura de sustento.
Vou, sabendo que volto amanha... nunca vou deixar de voltar à casa de partida. Um eterno retorno à casa de partida.
Mas não faz mal, eu até gosto assim... uma nova sequência igual a todas as outras.
Mas vou... Já estou a ir...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Dans Une Autre Vie Miserable
ando vazio de amor
sou terra sêca e muitas miragens
esta merda é gozar com um gajo
começou de uma maneira muito engraçada
estava eu
ando fechado
para obras
dans cette nuit lunaire
certains peuvent manquer d'air
mais seuls les gens valables
que jamais je n'accable
aurout le droit et peuvent en êtrefiers
de dormir sur ce sable...
dans cette vie je préfére
ne pas manquer d'air
etre à la fois capable
de paraitre impeccable
et avec mon air à deux airs
m'endormir sur une bonne table
sou terra sêca e muitas miragens
mais pour ce dernier verre
même s'il n'est pas vraiment indispensable
jamais ne serai amer
sans avoir dissocié l'indissociable
c'est un pari que j'ai du faire
dans une autre vie miserable
Fechado Para Obras
Composição: Manel Cruz
www.fogefogebandido.com
sou terra sêca e muitas miragens
esta merda é gozar com um gajo
começou de uma maneira muito engraçada
estava eu
ando fechado
para obras
dans cette nuit lunaire
certains peuvent manquer d'air
mais seuls les gens valables
que jamais je n'accable
aurout le droit et peuvent en êtrefiers
de dormir sur ce sable...
dans cette vie je préfére
ne pas manquer d'air
etre à la fois capable
de paraitre impeccable
et avec mon air à deux airs
m'endormir sur une bonne table
sou terra sêca e muitas miragens
mais pour ce dernier verre
même s'il n'est pas vraiment indispensable
jamais ne serai amer
sans avoir dissocié l'indissociable
c'est un pari que j'ai du faire
dans une autre vie miserable
Fechado Para Obras
Composição: Manel Cruz
www.fogefogebandido.com
terça-feira, 10 de novembro de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
Waltzing someone!!
waltzing Matilda, waltzing Matilda, you'll go waltzing
Matilda with me
and it's a battered old suitcase to a hotel someplace
and a wound that will never heal
no prima donna, the perfume is on
an old shirt that is stained with blood and whiskey
and goodnight to the street sweepers
the night watchman flame keepers
and goodnight to Matilda too
Tom Waits - Waltzing Matilda
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Upss.....
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
E tu Maria diz-me onde andas tu.
Lá em baixo ainda anda gente
apesar de ser tão noite
há quem tema a madrugada
e no escuro se afoite
há quem durma tão cansado
nem um beijo os estremece
de manhã acordarão
para o que não lhes apetece
e há quem imite os lobos
embora imitando gente
há quem lute e ao lutar
veja o mundo a andar para a frente
E tu Maria diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro
Lá em baixo ainda anda gente
apesar de ser tão tarde
há quem cresça no escuro
e do dia se resguarde
há quem corra sem ter braços
para os braços que os aceitam
e seus braços juntos crescem
e entrelaçados se deitam
e a manhã traz outros braços
também juntos de outra forma
de quem luta e ao lutar
a si mesmo se transforma
E tu Maria diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro
Lá em baixo ainda há quem passe
e um sonho que anda à solta
vem bater à minha porta
diz a senha da revolta
vou plantá-lo e pô-lo ao sol
até que se recomponha
é um sonho que acordado
vale bem quem ele sonha
lá em baixo, até já disse
que é que tem a ver comigo
e no entanto sobressalto
se me batem ao postigo
E tu Maria diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro
Lá em baixo ainda anda gente
e uma cara desconhecida
vai abrindo no escuro
uma luz como uma ferida
como a luz que corre atrás
da corrida de um cometa
e vejo vales e valados
no sopé duma valeta
lá em baixo ainda anda
gente e uma cara conhecida
vai ateando noite fora
um incêndio na avenida
És tu Maria, eu sei, já sei, és tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro
Lá Em Baixo, Sérgio Godinho
apesar de ser tão noite
há quem tema a madrugada
e no escuro se afoite
há quem durma tão cansado
nem um beijo os estremece
de manhã acordarão
para o que não lhes apetece
e há quem imite os lobos
embora imitando gente
há quem lute e ao lutar
veja o mundo a andar para a frente
E tu Maria diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro
Lá em baixo ainda anda gente
apesar de ser tão tarde
há quem cresça no escuro
e do dia se resguarde
há quem corra sem ter braços
para os braços que os aceitam
e seus braços juntos crescem
e entrelaçados se deitam
e a manhã traz outros braços
também juntos de outra forma
de quem luta e ao lutar
a si mesmo se transforma
E tu Maria diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro
Lá em baixo ainda há quem passe
e um sonho que anda à solta
vem bater à minha porta
diz a senha da revolta
vou plantá-lo e pô-lo ao sol
até que se recomponha
é um sonho que acordado
vale bem quem ele sonha
lá em baixo, até já disse
que é que tem a ver comigo
e no entanto sobressalto
se me batem ao postigo
E tu Maria diz-me onde andas tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro
Lá em baixo ainda anda gente
e uma cara desconhecida
vai abrindo no escuro
uma luz como uma ferida
como a luz que corre atrás
da corrida de um cometa
e vejo vales e valados
no sopé duma valeta
lá em baixo ainda anda
gente e uma cara conhecida
vai ateando noite fora
um incêndio na avenida
És tu Maria, eu sei, já sei, és tu
qual de nós faltou hoje ao rendez-vous
qual de nós viu a noite
até ser já quase de dia
é tarde, Maria
toda a gente passou horas
em que andou desencontrado
como à espera do comboio
na paragem do autocarro
Lá Em Baixo, Sérgio Godinho
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Á procura da terra do nunca!
Felicidade!
Quando tudo falha sei que o teatro/a vida estão lá.
Nunca sei se estou a ir ou a vir... sempre á procura.
Sempre á procura da terra do nunca.
Sempre á procura de algo ou alguém, de uma reconciliação .
Sempre á procura... da Terra do Nunca!
Quando tudo falha sei que o teatro/a vida estão lá.
Nunca sei se estou a ir ou a vir... sempre á procura.
Sempre á procura da terra do nunca.
Sempre á procura de algo ou alguém, de uma reconciliação .
Sempre á procura... da Terra do Nunca!
em guerra com o amor
-Homem: Quando me encontrares numa rua estreita serei o primeiro a dar-te a mão. Sempre te soube pronta para um mergulho num corpo desconhecido, sempre te conheci querendo a grande guerra eclodindo nos teus cabelos. Agora estou aqui, regresso aos teus passos e tu esqueceste o meu nome. Eu não me recordo também. Apaguei o meu nome para poder dar lugar ao amor estéril que é o nosso. Não sei o que há em ti que te transforma num voo mais profundo que todas as rosas. Estranha, funda criatura. Enquanto não chegares terei o dedo pronto para pressionar o gatilho. O relógio está em contagem de-crescente. Só faltam dez estações até chegar ao centro da cidade envenenada. Declaro-me em guerra com o amor...
Os inevitáveis encontros de Maria e José em http://photomatonrouge.blogspot.com/
Os inevitáveis encontros de Maria e José em http://photomatonrouge.blogspot.com/
sábado, 13 de setembro de 2008
Vê!
Vê que o meu coração ainda salta
Quer e julga ser capaz
Não o faça por meus medos, faça nos dedos
Eu fico para ver o que ele faz
Manel Cruz (in Foge Foge Bandido) - Borboleta
Quer e julga ser capaz
Não o faça por meus medos, faça nos dedos
Eu fico para ver o que ele faz
Manel Cruz (in Foge Foge Bandido) - Borboleta
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Ser...
Ser...

Quando eramos pequenos o mundo parecia maior. As distâncias eram maiores, o mar não tinha fim e para lá de todas as terras que compreendíamos existia o vazio! Tudo era grande, até brincar… era viver em grande. Nem pensávamos no global, apenas existia o nosso mundo: aquele pequeno mundo gigante que nos rodeava. Cada momento diferente era um mundo ou vida nova. Nesse pequeno mundo existia tudo e tudo o que existia era pura imaginação. Pureza. A ingenuidade e inocência no extremo da verdade.
Tanta verdade.
É estúpido hoje querer ser actor. Apenas quero ser criança para acreditar piamente na verdade de cada mundo imaginado.
foto: Praia das Maçãs, 11 de setembro 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Sim Quero...
E eu por ai… fora daqui. Bom para todos. Sair sem pensar em voltar. Não pensamos todos nisso? Só estou bem quando aqui não estou. Viver “aqui” como um sonho que acaba, como tudo, por fases. Como tudo… calculado á partida, sem saber.Não quero saber.
Caminhar, para onde sem saber?
Sim Quero!
Caminhar, para onde sem saber?
Sim Quero!
A Medida do Tempo
“Tão cedo tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto Morre!
Tudo é tão pouco! Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada.”
Tudo é tão pouco fase ao tempo que não a sonhar, no sonho existe o combate temporal de sentir e imaginar. Aproveitar o tempo que o sonho nos concede é a magnitude do ser.O ser que vive em pequenos trechos temporais é o homem que vive várias vidas, como a qualquer coisa onde se prende o tempo e se controla a forma como o sonho.Morre quando sonhares com tempos vindoros e vai ao fundo mais rebuscado da tua imaginação para de lá recortares o que encontraste. E quando descobrires a pólvora da tua magnitude, rebenta em formas e cores, aquilo que de melhor sabes fazer... sonhar.
Morre tão jovem ante os deuses quanto Morre!
Tudo é tão pouco! Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada.”
Tudo é tão pouco fase ao tempo que não a sonhar, no sonho existe o combate temporal de sentir e imaginar. Aproveitar o tempo que o sonho nos concede é a magnitude do ser.O ser que vive em pequenos trechos temporais é o homem que vive várias vidas, como a qualquer coisa onde se prende o tempo e se controla a forma como o sonho.Morre quando sonhares com tempos vindoros e vai ao fundo mais rebuscado da tua imaginação para de lá recortares o que encontraste. E quando descobrires a pólvora da tua magnitude, rebenta em formas e cores, aquilo que de melhor sabes fazer... sonhar.
MAYBE TOMORROW
Hoje estou sozinho e quero morrer.
Quero dizer adeus.
ADEUS.
Não responder e não perguntar.
Não quero saber como aqui chego.
Cheguei… só.
Cá estou eu, aqui.
Cá estou eu, aqui.
Num mundo sem eu, tu, ele, nós, vós, eles.
Num mundo á maneira, sem grau de pessoa.
Um mundo cheio de fantasmas que tornam isto chato.
Uma lua longínqua e vazia.
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